Quinta-feira, 8 de Março de 2007

Até nunca

Caro AFL, não te posso desejar nada de bom depois de todo o sofrimento que me causaste. Sei que de nada adianta desejar com todas as minhas forças que pagues pelo sofrimento que me causaste, que tenhas em dobro tudo aquilo que me fizeste: perdi tudo o que tinha (o amor, os sonhos, a vontade de viver, a alegria, o sorriso...). Desejo que todo o mal que me fizeste, o recebas de volta em dobro, e que um dia experimentes o sabor do teu veneno. Que encontres a mulher da tua vida, mas que esta te “encorne” à luz do dia, que toda a gente saiba disso, e que mesmo assim fiques prisioneiro dela. Não foram essas desconfianças que te afastaram de mim... Pois é, mas estou de consciência tranquila porque nunca te traí. Posso ter tido outros antes de ti, mas não está no meu sangue trair as pessoas às quais me entrego. Ainda tenho princípios que para ti não valem nada: fidelidade e respeito são dois deles. 

Faz para a semana, mais precisamente no dia 13, um ano que o que sentia por ti deu lugar ao sofrimento... sentimento que transformou o amor guardado no coração durante dez anos, em raiva, rancor, ódio, nojo, sede de vingança...

Passado um ano só vejo coisas más... e muitas já esqueci... Como pude andar iludida durante mais um ano? Agora que finalmente consigo detestar-te, só queria que soubesses que ganhaste. Que a minha luta acabou. Não vou mexer nem mais um dedo para que voltes. Gabaste-te que eu ainda te queria mas que tu já não me querias. Pois fica descansado. Também já não te quero. Fica com o teu irmão... que ele te alimente o cérebro de podridão. És um fraco, não tivestes “tomates” para comprovares que as histórias inventadas por ele eram mentira. Fostes apunhalado pelos que te são mais chegados... Mas não te iludas, não ganhaste a guerra... apenas desisti dela porque o prémio perdeu o valor... Acabaram-se as ilusões e os sonhos de uma vida a dois. Desejo que fiques de vez em Espanha e se um dia voltar a olhar para a tua cara, lembrar-me-ei da “merda” que foste na minha vida, de como abandonaste a guerra sem lutar, e de como partiste para Espanha e me deixaste a sofrer sem dó nem piedade, sem me dizeres nada, ignorando as lágrimas que corriam no meu rosto, para, mais tarde, e por telefone me dizeres «não te quero mais». Hoje, metes-me nojo e quando penso em ti e nos momentos que passamos juntos só me consigo lembrar deles com nojo. Como pude ter sido tão cega, como é que não vi que não valias nada. Sempre soube que não eras romântico, mas nunca pensei que no teu coração não houvesse nada... Foi duro ver que não respeitas e que desprezas os sentimentos dos outros... 

E é claro que também cometi erros... o maior deles e pelo qual nunca me vou perdoar, foi ter acreditado, durante anos, que eras mais e melhor do que na realidade és. Acabou-se. Há quem acredite que ainda ficaremos juntos. Pois desenganem-se. Fartei-me. Nem que fosses o último homem à face da terra te quereria de volta. Estou certa que arranjarás outra a quem roubarás a alegria e a vontade de amar. Digo-te, podes ter qualidades, neste momento não consigo ver nenhuma, mas como companheiro, não vales nada. Sexo, era isso que era importante? Enganas-te... Tenho pena de ti... Com trinta anos ainda não fostes capaz de perceber que o sexo é um complemento de outras coisas.  E o resto: os gestos, as palavras, os sentimentos, o respeito, a amizade, o companheirismo, a sinceridade, a fidelidade... Disseste-me que «tinha tido o que quis»... Sexo? Será que falavas disso... é que não me lembro de me teres dado mais nada. Quando andava iludida via muita coisa, mas agora não vejo mais nada. Nunca foi “só” isso... isso é apenas uma agulha de um pinheiro... Se não sabes, fica sabendo: só com uma, nunca conseguirás acender a fogueira...

 

 

 

“Depois da desilusão e da tristeza, forrei o coração de vontade de te esquecer e é por isso que te ligo tão pouco e agora já não te quero a encher-me os dias.

 

Nazarenas e matrioscasMargarida Rebelo Pinto

 

 

 

 

Clauclau às 01:46

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2 comentários:
De fresca3 a 8 de Março de 2007 às 08:33
como eu te percebo kida. agora ha que deixar a magua passar. e vais ver a vida de outra forma.
De in love again a 13 de Março de 2007 às 09:40
Dou-te os sinceros parabéns pelo blog, está muito bem elaborado...
Quanto ao que escreves... podemos amar muito um homem, mas a partir do momento que somos mal tratadas, que não temos o amor que desejamos, não vale a pena continuar uma relação que não nos faz feliz, para que manter uma relação com um homem se tudo o que é importante para ele é o sexo? Acredito que tenhas sofrido por tudo o que ele te faz, mas a cobardia paga-se bem cara...
Todas as mulheres dizem que não vale a pena chorar pelo um homem, mas a realidade é que todas já choramos, todas já sofremos... Esta é a realidade...
Fico contente por ver que saíste do fundo do "poço" e estas a voltar a vida normal, a esquecer que algum dia amaste um homem que te fez sofrer....

Beijinhos

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