Sexta-feira, 24 de Setembro de 2010

O que construimos

"O amor não é o que idealizamos, mas antes o que construímos. E a magia de um amor construído reside nos mais pequenos gestos; está em tudo o que fazemos e dizemos. È muito mais fácil de encontrar do que as pessoas imaginam. Para que isso aconteça é preciso que os dois queiram, que os dois acreditem, que os dois consigam olhar para o amor da mesma maneira e para o futuro com os mesmos olhos. E é preciso que tanto um como o outro percebam o quanto o amor é importante na existência. É preciso dar espaço ao amor, encontrar-lhe um lugar na nossa vida. E tu nunca soubeste dar esse espaço, encontrar o tal lugar. »Dommage»."

 

Margarida Rebelo Pinto, O dia em que te esqueci

Clauclau às 15:25

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Sexta-feira, 17 de Setembro de 2010

...

"Que sorte rara a de representar o mundo na vida de alguém! Saboreei a sensação única de ter finalmente um homem que me amava acima de todas as coisas, de tal forma e com tal certeza, que me acolhera para toda a vida. E no entanto... qualquer coisa não estava bem. Senti um nó na garganta que descia até ao estômago. Logo ali, naquele momento de encenada felicidade, não tive a certeza de ser mesmo aquilo que queria. Era claro para mim - e para toda a gente - que eu queria ser amada, desejada, idolatrada, pedida em casamento. Mas estar preparada para viver o sonho transpondo-o para a realidade é diferente. Entre o desejo sonhado e o mesmo desejo concretizado existe um mar de dúvidas."

 

Margarida Rebelo Pinto, O dia em que te esqueci

Clauclau às 15:21

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Sexta-feira, 10 de Setembro de 2010

Algo melhor

"Eu queria arrumar a minha cabeça e o meu coração de forma serena, ainda que conformada. Se o destino não nos queria juntos, era porque algo de melhor me esperava. Eu tinha direito a viver um amor pleno. E como por vezes aquilo que pedimos se torna realidade, o que eu tanto desejara chegou-me aos braços semanas depois.

 

Uma das melhores coisas da vida é que ela muda. Nem sempre muda quando queremos ou como desejamos, mas muda. E no meu caso, porque sou uma pessoa abençoada, muda para melhor. Pelo menos acredito que assim é. E o mais importante não é aquilo que vivemos, mas aquilo em que acreditamos."

 

Margarida Rebelo Pinto, O dia em que te esqueci

Clauclau às 15:14

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Sexta-feira, 3 de Setembro de 2010

Explosão de hormonas

"Foi intenso de uma maneira maravilhosa e brutal. Kate não imaginava até aquele momento como fora fria. Até que o rosto de Byron, com a barba por fazer roçou a sua pele, não imaginava como podia ser delicada. Ou como era gratificante ser ela a delicada.

Ela deixou escapar um gemido longo e agradecido quando as mãos de Byron entraram por debaixo da sua T-shirt para acariciarem as suas costas, cobrirem e apertarem os seios que formigavam. O movimento dos polegares sobre os mamilos irradiou um calor intenso por todo o seu corpo, vibrando de uma maneira dolorosa na virilha. Inclinando-se para trás, ela puxou a cabeça de Byron, até que a boca substituiu as mãos.

Ela sugou através do algodão, atormentando-se com fantasias de como seria aquela carne, qual o saber sob a sua língua. Ela era tão... franzina. Aquele tronco estreito, quase de menino, não deveria nunca atraí-lo. Não havia as curvas típicas das ancas femininas, os seios eram demasiado pequenos.

E firmes e quentes.

A maneira como ela se mexia contra ele, naquela ansiedade nervosa de uma mulher já a oscilar à beira do orgasmo, era excitante ao extremo. Byron queria e precisava empurrá-la para trás, abrir-lhe a roupa e penetrá-la até que os dois estivessem a gritar.

Em vez disso, tornou a beijá-la na boca, enfiou uma das mãos entre os seus corpos e empurrou-a em queda livre para o orgasmo. Estremeceu quando Kate explodiu, teve de ordenar a si mesmo para respirar quando a cabeça de Kate pendeu inerte no seu ombro.

«Deve ser suficiente para um de nós se nonter», pensou ele.

Kate demorou um pouco para perceber que ele parara e que estava simplesmente a abraçá-la.

- O que foi? - conseguiu balbuciar. - Porquê?

As perguntas aturdidas quase o fizeram sorrir.

- Decidi que não queria que fosse uma explosão de hormonas. De qualquer dos dois. - Byron inclinou-a para trás, estudou o rosto corado, os olhos vidrados - melhor agora?

- Não acho... - Kate não era capaz de pensar direito. - Não sei... tu não queres...?

Ele comprimiu a boca contra a dela, num beijo com gosto de profunda frustração.

Isto responde à tua pergunta?

Byron segurou-a pelos ombros e sacudiu-a.

- Estás a tentar confundir-me. Parte do cérebro de Kate começava a recuperar-se, trazendo de volta o temperamento explosivo. - Parece uma visão distorcida do filme Meia Luz.

Desta vez ele sorriu.

- Arre, és mesmo insuportável. Presta atenção Katherine. Eu desejo-te. Nem imagino porquê, mas quero-te muito. Se seguisse o meu primeiro instinto estarias deitada de costas, nua, e eu estaria a sentir-me muito melhor do que me sinto neste momento. Mas não admitirei depois que t u alegues depois que eu só te ajudei a terminar com a tua estiagem sexual.

Os olhos de Kate voltaram a focar.

-É uma coisa horrível para se dizer.

- É sim. E seria dessa forma que racionalizarias. Não te vou dar essa oportunidade. O que faço agora é proporcionar-te a possibilidade de te acostumares à ideia de me teres como amante."

 

Nora Roberts - Um sonho de vida

Clauclau às 00:14

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