Domingo, 24 de Junho de 2007

Comentários

"Um senhor, há muito, muito tempo, tanto acusou o vizinho de que era ladrão que o rapaz acabou preso! Dias depois, descobriram que ele era inocente.
O rapaz foi solto, e processou o homem.
No tribunal, o velho diz ao juiz:
- Comentários não causam tanto mal.

E o juiz responde:
- Escreva os comentários num papel, depois pique e jogue os pedaços no caminho de casa. Amanhã, volte para ouvir a sentença.

O senhor obedeceu e voltou no dia seguinte.

- Antes da sentença, terá que recolher os pedaços de papel que espalhou ontem - disse o juiz.

Responde o velho:
- Não posso fazer isso. O vento deve tê-los espalhado, já não sei onde estão.

Responde o juiz:
- Da mesma maneira, um simples comentário pode destruir a honra de um homem, a ponto de não podermos consertar o mal.
Se não se pode falar bem de uma pessoa, é melhor que não se diga nada."


Autor desconhecido


A ti Jorge... pena é que não te tenha servido de lição e que não tenhas aprendido nada com o mal que causaste aos outros. Naquele dia perdi um primo. Paciência! Só tenho pena de não poder escolher a família. Devia ser como as amizades. Devíamos poder escolher as pessoas que queremos que tenham laços connosco. Porque há certos laços de família que dispenso. Sobretudo quando são as pessoas do mesmo sangue que nos atiram a primeira pedra. Normalmente, até dou pouca importância ao que dizem ou deixam de dizer. Não sendo pessoas que convivem diariamente comigo, o que dizem entra num ouvido e sai pelo outro; mas quando se trata da própria família a inventar essas histórias, é muito dificil de esquecer, quanto mais perdoar. Depois de ter conhecimento da sua invenção, falei com ele olhos nos olhos para ouvir a versão da boca dele. Ainda me lembro que as últimas palavras que lhe disse foram "És um merda!". Depois desse dia para mim morreu e passei a ignorá-lo por completo. Pode estar num grupo de pessoas, ou até mesmo numa festa de família, cumprimento os outros todos e faço como se ele fosse transparente, como se não o tivesse visto. Os outros reparam e até a minha mãe me chama a atenção. Temos pena! Até faço de propósito para que todos saibam o motivo pelo qual deixei de o cumprimentar, de falar com ele ou de lhe lançar um simples olhar. O que ele inventou, pôs fim à minha relação com o AFL. E tudo o que foi destruido, tal como os pedacinhos de papel, jamais poderá ser reconstruido, porque haverá sempre muito pedacinho de "papel" em falta. É claro que o AFL é que é o culpado de ter acreditado nos outros e não em mim. Ele carrega o peso de ter feito desabar o castelo de cartas, mas grande parte da culpa foi do Jorge que retirou uma das cartas da base do castelo: a confiança. E sem essa carta, não há castelo que resista.


Clauclau às 01:22

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4 comentários:
De Infiel a 24 de Junho de 2007 às 13:34
quando a confiança é destruida uma vez, é tão dificil de voltar a senti-la mas cada um tem consciência do que fez ou disse e... as coisas/comportamentos/ pessoas têm a inmportância que cada um lhes dá
Gostei da "sentença do juiz"
De Clauclau a 24 de Junho de 2007 às 14:58
Também gostei muito da sentença.
Alguém me enviou este texto por e-mail e não referiram a fonte. Se alguém souber quem é o autor, agradeço a informação.

Beijos

De aspalavrasnuncatedirei a 24 de Junho de 2007 às 22:57
Tens razão... não se escolhe a família e a confiança é a base da relação. Esse AFL preferiu confiar nos outros e não em ti? O que ele perdeu...
Fica bem, beijinhos.
De temospena a 25 de Junho de 2007 às 00:38
De facto sem confiança não se caminha...
Beijinhos

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