Sábado, 4 de Agosto de 2007

Fluir do tempo

“Apetecia-lhe uma tarte de amêndoa... De quando em quando, invadem-na desejos incontidos que consta serem comuns entre as grávidas. Nunca os experimentou. Apesar de ter um filho. Não se recorda de, quando estava grávida, ter sido invadida por desejos estranhos. Não se lembra, sequer, de algum dia ter estado grávida ou de ter amamentado o seu filho. Recorda-se, vagamente de, numa época demasiado distante, ter sido casada com o pai do seu filho. Parece-lhe ter sido à tanto tempo que nem mesmo compreende o porquê dessa relação. Invade-a a sensação indefinida de um dia ter estado apaixonada por um homem. Um homem bom e educado. De mãos quentes e olhos densos como o nevoeiro das madrugadas na praia. Esta história, que recorda vagamente, é sentida como vivida por alguém, que não ela, como se tudo lhe tivesse sido narrado em traços gerais por outra pessoa.” 

Não se escolhe quem se ama – Joana Miranda

Clauclau às 17:10

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