Domingo, 2 de Setembro de 2007

Grande burra!

Há pessoas que me dão a volta ao estômago . Esta é só mais uma delas.
Há cerca de um ano atrás, descobri que esta tipa, que vive com um primo meu há doze anos, e de quem tem uma filha de 10 anos, o andava a enganar. Na altura tive uma grande conversa com ela, pensando, na minha ingenuidade que iria colocar algum juízo naquela cabeça. Pensei que ela iria abrir os olhos, sem que tivesse de magoar o meu primo. Iludi-me. As minhas palavras não serviram para nada. Hoje apetecia-me enchê-la de porrada . Contaram-me que o meu primo já tinha tirado tudo de casa, e que ela já lá tinha o amante.
Que ela nunca teve muito juízo, já todos sabíamos, o pior é que o meu primo continua apaixonado por ela, e levou um ano, para saber o que já todos sabíamos há muito.
Aceito que as relações acabem. Nem sequer é isso que me revolta nisto tudo. O que revolta é a Princesa, que nunca fez nada na vida, ter trocado o meu primo, que abandonou tudo o que tinha em França, para vir viver com ela, que se «matou» a trabalhar para sustentar as suas manias e caprichos, para ela agora o trocar por um puto de 20 anos, viciado em drogas, que só trabalha quando lhe apetece. O que é que ela pensa que vai ser a vida dela daqui para a frente? Será que ela nem sequer se apercebeu que se estava a atirar do cimo de um penhasco? Que o puto só estava interessado em sexo e nas manifestações de riqueza dela? Que se vai embora em poucos meses, e que ela só ai vai perceber o quanto chegou ao fundo do poço?
Só de ouvir dizer que vai começar a trabalhar, numa padaria, me dá para rir? A «madame» a trabalhar para sustentar os vícios do amante... e o resto... as contas para pagar... chego a ter pena dela... Nasceu num berço de ouro, e nunca teve de mover uma palha para ter o que quisesse.
É a isto que se chama passar de cavalo para burro. Deixar de conduzir o potente BMW para andar num Seatezito com mais de quinze anos, deve fazer alguma diferença... não tanto quanto ver uma princesa a vender pão de porta em porta... mas até é engraçado, porque sabendo como são os comentários das pessoas da aldeia, ela que se prepare para «comer o pão que o diabo amassou». Não foi por falta de aviso, mas acho que quando a tentei avisar, já tinha demasiada farinha nos olhos. Agora aguente, pois vai viver um verdadeiro inferno. 
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Clauclau às 23:45

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6 comentários:
De Infiel a 3 de Setembro de 2007 às 00:13
Desculpa de comentar porque acho que te vai desagradar!
Não devemos julgar os outros, cada um deve fazer a sua propria vida! eu acho que foi muita coragem da parte dela, deixar o BMW e começar a trabalhar.

Se teu primo cntinua apaixonado, eles mesmos terão de resolver seus sentimentos e, se por acaso ela quiser voltar a ele... nem tu nem ninguem da aldeia deveriam tentar afasta-los, porque só eles sabem o que necessitam um do outro!

O Inferno ou o ceu será dela e ou deles e ou do teu primo!

se existe amizade da tua parte, os teus conselhos só terão de lhe dar força, porque ele deve estar sofrendo e, amenizar o sofrimento não será com palavras contra ela, mas sim dar-lhe força por ele e dentro dele!!!

Obrigado
De Clauclau a 3 de Setembro de 2007 às 17:15
Obrigada pelo comentário. Não fico nada chateada com a tua opinião.
Mas neste caso foi mesmo um acto de burrice e não um acto de coragem. Ela acabou por se viciar em drogas e por se juntar com o miúdo que lha fornecia. Não é uma mulher equilibrada a tomar decisões, mas uma dependente de drogas. Não é a história de alguém que não está bem com a relação, e que num acto de coragem manda tudo para o ar, começa a trabalhar e organiza a sua vida. Admiro esses casos. Não é essa a situação. Nada teria a apontar se ela tivesse deixado o companheiro para viver com alguém que amasse, que fosse adulto e responsável. Mas não. É um garoto, com corpo e cara de criança. Neste caso é um simples novelo, contendo de um lado dinheiro, e do outro lado a droga. Os pais dela, que sempre lhe deram demasiado, lembraram-se agora de lhe tirar os carros e as contas do banco. Quero ver até que ponto é que a relação dura a partir do momento em que o «puto» se aperceber que a fonte secou. Dias, semanas, meses... É que trabalhar também não é com ele, e de algum lado terá de vir dinheiro para sustentar o vício dos dois.
De noche a 3 de Setembro de 2007 às 20:26
mais alguem que dá com a cabeça na parede...
De Clauclau a 3 de Setembro de 2007 às 23:13
Ainda acendi uma das lâmpadas, mas ela optou por passar por outro corredor...
De Infiel a 3 de Setembro de 2007 às 20:40
Ok Entendo,
também entendo a tristeza ou desespero que te possa provocar e sentir então mas, é mesmo só com eles. Por vezes é necessario descer ao fim do poço para reconhecer a luz
Não a desprezes mais do que ela, talvez um dia se desprese a ela mesma Tu também ja foste vitima de coscuvilhices ne, de dizerem sem saberem o que, de verdade, se tinha passado contigo

Um abraço
De Clauclau a 3 de Setembro de 2007 às 23:08
Quem me dera que fosse só coscuvilhice... mas, neste momento, a vida dela é um livro aberto.

Sinto mesmo pena dela...

Mas como tu dizes, é preciso chegar ao fundo do poço para dar valor a tudo aquilo que um dia se teve. No meu caso as coscuvilhices serviram para conhecer a pessoa que eu julgava amar. Se não tivessem sido as coscuvilhices, ainda hoje continuaria de olhos fechados, tentando desculpar todas as suas cenas. Na altura, custou-me bastante, mas agora vejo que terem-me tirado o véu dos olhos foi o melhor que me podia ter acontecido. Espero que o meu primo também se sinta assim daqui a dois anos. Sei que agora atravessa um mau bocado, mas é bem melhor do que viver uma vida de mentiras e traições. E o tempo e a distância ajudá-lo-ão a atenuar a sua dor.

Um abraço

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