Segunda-feira, 3 de Setembro de 2007

Nada dura para sempre

"O que o acordou foi o silêncio. Primeiro, o do despertador que não tocou à hora combinada todas as manhãs. Depois, o de outra respiração, que devia ouvir e não ouvia. Estendeu a mão para o quente do outro lado da cama e encontrou o frio. Apalpou e encontrou vazio. Então, sim, despertou completamente.

Um prenuncio de tragédia desceu por ele abaixo, como um arrepio. o que acabara de se lembrar era que não acordara só por acaso ou por acidente: aquele era o primeiro dia, a primeira manhã da sua separação - o primeiro de tantos dias? - em que acordaria sempre sozinho, com metade da cama fria, metade do ar por respirar."

Não te deixarei morrer, David Crockett  

"O Primeiro Dia"

Miguel Sousa Tavares

 

 

Clauclau às 17:27

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