Quarta-feira, 21 de Novembro de 2007

Shy'm - T'es parti


Y'a l'homme que l'on aime,
et l'autre qu'on ne comprend pas
si les deux sont le même,
alors lequel nous restera,
je ne sais pas, je ne sais plus
lequel tu seras quand tu reviendras

Refrain:

Y'a pas que l'amour blesse,
y'a les conséquence de certains de gestes,
T'es parti.
Ta famille pleure et la fête est finie,
y'a pas que l'erreur qui blesse,
y'a le mal de l'absence qui reste,
ce pour la vie,
mais comment as tu pu finir ainsi.

Y'a l'homme que l'on aime, l'autre qui ne s'aime pas,
qui s'endort sur ses problèmes,
trop fière ne parle pas,
je ne sais pas, je ne sais plus,
et deux visages pour deux images,
OH non,
Je ne sais pas, je ne sais plus,
Comment te reconnaitre quand tu reviendras.

Refrain:

Y'a pas que l'amour blesse,
y'a les conséquence de certains de gestes,
T'es parti.
Ta famille pleure et la fête est finie,
y'a pas que l'erreur qui blesse,
y'a le mal de l'absence qui reste,
ce pour la vie,
mais comment as tu pu finir ainsi.

Y'a pas que l'amour blesse,
y'a les conséquence de certains de gestes,
T'es parti.
Ta famille pleure et la fête est finie,
y'a pas que l'erreur qui blesse,
y'a le mal de l'absence qui reste,
ce pour la vie,
mais comment a tu pu finir ainsi.

Y'a pas que l'amour blesse,
y'a les conséquence de certains de gestes,
T'es parti.
Ta famille pleure et la fête est finie,
y'a pas que l'erreur qui blesse,
y'a le mal de l'absence qui reste,
ce pour la vie,
mais comment as tu pu finir ainsi.
Clauclau às 15:03

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Terça-feira, 20 de Novembro de 2007

Funcionamento da mente

“Fecha os olhos por momentos. A sua mente funciona tal como o mar que ora dá à terra ondas calmas e serenas como outras, bem vivas e violentas.
 Faz-me feliz – Sérgio Cunha

 

Clauclau às 23:26

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Segunda-feira, 19 de Novembro de 2007

Longe dos olhos...

“Podemos separar-nos durante um momento sem deixarmos de nos amarmos de todo o coração.”
Amar de olhos abertos – Jorge Bucay e Silvia Salinas
Clauclau às 23:19

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Patrick Fiori & JJGoldman - 4 mots sur un piano


Clauclau às 14:45

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Domingo, 18 de Novembro de 2007

Um livro

"O livro é um mudo que fala, um surdo que responde, um cego que guia, um morto que vive; e não tendo acção em si mesmo, move os ânimos e causa grandes efeitos."
Padre António Vieira
 

Clauclau às 23:14

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Sábado, 17 de Novembro de 2007

Empenho

“Mais importante que a maneira de ser do outro, importa o bem estar que sinto ao seu lado e o seu bem estar ao meu lado, o prazer de estar com alguém que se empenha que eu esteja bem, que percebe o que eu preciso e tem prazer em dar-mo: é isso que faz o amor.”
Amar de olhos abertos – Jorge Bucay e Silvia Salinas
Clauclau às 23:00

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Quarta-feira, 14 de Novembro de 2007

Escolher o amor

“Não podemos escolher as pessoas que amamos. Elas impõem-se-nos. São inevitáveis na nossa vida, condicionam-nos a existência e, geralmente, fazem-nos verter lágrimas amargas.” 
 
Não se escolhe quem se ama – Joana Miranda
Clauclau às 22:52

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Terça-feira, 13 de Novembro de 2007

Net

"Todas as informações são tiradas da Internet. Uma vez naveguei durante setenta e duas horas seguidas, o que me parece ser um recorde. É viciante, não achas? É como aquilo que o Norval disse sobre o sexo: “ Começou por ser uma pura diversão para se transformar num hábito.” Gosto desta frase. O tipo é um espanto, não é?"

Artistas da memória Jeffrey Moore

 

Segunda-feira, 12 de Novembro de 2007

Acabar com a vida

"Não foi um acidente – interrompeu ela tranquilamente. – A queda era de bastante alta e eu esperava morrer. Mas, quando recuperei a consciência e vi que me encontrava em risco real de morrer, percebi até que ponto queria viver. Que nenhum homem merecia que eu perdesse a vida por ele."
 
Apaga a luz – Isabel wolff
 
Clauclau às 12:29

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Terça-feira, 6 de Novembro de 2007

Desconfianças

"- E o Mike vai lá estar, não é? – ouvi-a perguntar, elevando a voz acima do barulho do trânsito. – Vou vê-lo?
- Vais, sim.
- Eu não posso acreditar que estou a fazer isto – protestou ela- A deixar-te levar-me a um sítio desconhecido sem uma única pista.
- Pois bem, estás a fazê-lo, porque me pediste que seguisse o Mike e agora vou mostrar-te o que descobri. – Continuámos em silêncio.
- Ainda é muito longe? – perguntou, assim que chegámos à outra margem do rio.
- Não, não é. – disse eu, parando à porta do Sr. Thoma’s . – É mesmo aqui.
- Aqui? Isto é o hospital.
- Exactamente.
- Vamos entrar no hospital?
- Vamos. Vá, anda. – Seguimos as placas até à entrada principal.
- Mas porquê? – ouvi a Hope perguntar. Não respondi. – Porquê? – repetiu quando passámos pelas portas automáticas.
- Porque é aqui que vamos encontrar o Mike . – Ultrapassámos a florista e o quiosque dos jornais e deixámos para trás a recepção, dirigindo-nos para o bloco de elevadores onde dez ou doze pessoas estavam já à espera. – É aqui que ele vem.
- Não compreendo – sussurrou ela. – Ele não está doente, pois não? Por favor, não me digas que ele está doente Laura.
- Ele não está doente.
- Então que raio é que ele vem aqui fazer? – As portas do elevador abriram-se e nós entrámos. – Vem visitar alguém? – murmurou. Premi o botão do sétimo andar.
- Sim. Vem visitar uma pessoa. – O elevador deteve-se no terceiro andar, os outros ocupantes saíram e ninguém entrou. Estávamos sós.
- A Clare ? – perguntou a Hope . – Ele vem visitar a Clare ?
- É isso mesmo.
- Oh, meu Deus. Ela está, então, doente...? – Não respondi. – É então isso? Ele vem visitá-la, porque ela está doente? Pobre mulher... Mas o que ela tem? Deve ser grave, para ele vir aqui há dois meses. Por que é que não te limitaste a dizer, Laura? Por que é que não falas?
- Porque eu quero que tu vejas.
- Mas eu não percebo – protestou ela. – Para que é todo este mistério? E se ela está realmente doente, a última coisa que ela deve querer ver aparecer-lhe à cabeceira da cama é a mulher legitima do namorado, não achas?
Sétimo andar.
Ao sairmos, a Hope reparou na placa na parede e deteve-se. Empalidecera.
- Tens a certeza de que é aqui?
- Tenho.
Ela levou a mão à boca. – A certeza absoluta?
- Absoluta.
- Então... – Ouviu-se um pequeno soluço. – Oh, meu Deus... há um bebé?
- Há um bebé, é verdade.
- Oh meu Deus – repetiu ela. – Um bebé. Há um bebé... – Abana a cabeça. – Oh, meu Deus... Eu não consigo entrar Laura .
- Eu acho que devias entrar.
- Não consigo. Não sou capaz. – Tinha os olhos rasos de lágrimas. Olhava para mim acusadoramente.
- Confia em mim.
- Confiar em ti? Por que é que havia de confiar em ti? Tu estás a ser má. Má... – A boca dela contraía-se em desespero. – Sádica e má. Trazer-me a um lugar destes...
- Podes pensar isso, mas não é verdade.
- Então por que é que me trouxeste aqui? Para esfregares isto no meu nariz? Para assistir à minha dor? Não compreendo! – Ela procurava na mala um lenço. – Quem me dera nunca te ter pedido – chorava ela. – Quem me dera nunca, nunca, te ter pedido para me ajudares!
- Pois bem, mas pediste – sussurrei , em resposta. Premi a campainha vermelha e uma enfermeira veio abrir.
- Olá – cumprimentou ela. - Esteve cá há dois dias, não esteve?
- Estive. Esta é a minha irmã.
A Hope conseguiu esboçar um sorriso lacrimejante.
- Podem ir. Já sabe o caminho não é.
A Hope conseguiu esboçar um sorriso lacrimejante.
- Podem ir. Já sabe o caminho, não é?
A Hope gemia de desespero.
- Tu és... uma vaca – rosnou ela, enquanto lavávamos as mãos no lavatório das visitas, conforme era solicitado. – Em que é que estás a pensar? A forçar-me a vir aqui só para ver que o meu marido tem não só uma amante, mas também uma filha dela. Por que é que me estás a fazer uma coisa destas? – sibilou ela, tirando uma toalha verde de papel. – Que prazer doentio é que tu tens em ver-me... sofrer desta maneira? – Premiu o pedal do cesto do lixo e atirou para lá a toalha. Eu não respondi. – É alguma coisa relacionada com a nossa infância? Alguma coisa por que me queres castigar, passados vinte anos?
Percorremos o corredor, agora em silêncio, apenas escutando o choro dos bebés e o murmúrio respeitoso dos visitantes. Ouvíamos os nossos sapatos calcorrear o chão através do linóleo.
- Por que é que estás a fazer isto? – repetia a Hope , Sotto você. – O que é que eu te fiz para justificar um comportamento tão cruel, Laura, tão deliberadamente cruel, manipulador, um comportamento horrível? Porquê comigo? Meu Deus, Laura... é uma tão grande maldade e eu não com... preen ... do... eu.... Oh...
À distância, sem se aperceber da nossa presença, estava o Mike . As mangas da camisa estavam arregaçadas e ele andava para trás e para diante, com o bebé nos braços e o rosto transfigurado pela compaixão e pela ternura.
- Shhh ... meu amorzinho. Shhh ... vá, não chores. Por favor, não chores, minha menina pequenina... vá lá, não chores...
A Hope estava presa ao chão, imóvel, a olhar para o Mike , que passeava o bebé de um lado para o outro.
- Eu não aguento. – Ela abanava a cabeça. – Não posso... simplesmente não posso...
- Shhh ... Não chores, bebé... Não chores.
- É aqui que ele vem?
- Sim.
- Desde há dois meses?
- Vá, não chores...
- Desde há dois meses.
- Eu não aguento – soluçou ela. – Sinto-me... mal... Oh, meu Deus... Oh, meu Deus... um bebé. Um bebé. E onde está essa... Clare , então? – murmurou. – Onde está ela? Eu quero vê-la, já que estamos aqui. Quero ver essa mulher que teve o filho do meu marido. A mulher que destruiu o meu casamento, o meu futuro e toda a minha... vida. Onde está ela? Onde está ela? Onde está a Clare ? – perguntava ela. – Por que é que não me dizes, Laura?
- Está ao colo do Mike – informei em voz baixa.
- O que é que estás a dizer?
- Está ao colo do Mike .
Ela pestanejou.
- Mas... não compreendo.
- A Clare é o bebé.
- A Clare é o bebé? Ah. Então... quem é a... mãe?
Encolhi os ombros. – Não sei. E o Mike também não sabe. Ele nunca a viu... e nunca a irá ver.
A Hope olhava para mim como se eu estivesse a falar uma língua desconhecida.
- E então... o que...?
- A mãe da Clare é uma viciada em heroína, portanto a Clare nasceu também viciada. E os bebés de mães drogadas sofrem os sintomas de carência, portanto precisam de alguém que lhes pegue e que os embale e que os passeie, porque têm tendências para estados de grande agitação e choram muito. E como têm os músculos muito tensos, torna-se difícil descontrair para adormecer, portanto precisam de doses extra de mimo e de colo, o que as enfermeiras nem sempre têm tempo para fazer. É precisamente a isso que o Mike se dedica, de há dois meses para cá, bem como mais alguns voluntários. Ele não faz a mais pequena ideia de que eu estou ao corrente, nem que falei com a enfermeira que organiza este programa.
- Oh – fez a Hope . Continuava de olhos fixos no Mike . Os lábios tremiam-lhe. Depois vi uma lágrima rolar-lhe pela cara abaixo.
- Shhh , meu bebezinho – ouvimo-lo dizer. – Shhh ...
- Oh – sussurrou ela. – Estou a ver
- Shhh , querida... Shhh , está tudo bem... está tudo bem, minha pequenininha... Vais ficar bem... vais ficar bem... Não chores... por favor, vá lá, não chores...
- Então... ele não tem uma amante?
- Não.
- Então... era isto que ele vinha fazer?... – pestanejou, incrédula.
- Uma obra de caridade, Hope."
Apaga a luz – Isabel wolff
 

 

 

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