“Desde esse momento, naquela praia em finais de Agosto, viveu com ele momentos de grande carinho, amor e felicidade. Seduziram-se como duas crianças, com ingenuidade, doçura e magia. Passaram todos os momentos que puderam juntos e exploraram-se fisicamente de todas as formas físicas possíveis, sem perder a virgindade. A virgindade que para ela continuava a ser algo sagrado e que para ele era o resultado da sua timidez e de nunca ter, até então, encontrado alguém com quem considerasse valer a pena perdê-la. Para além das hormonas, da atracção, da paixão, eram imberbes, puros e lindos. Acreditavam no amor eterno, faziam declarações de amor todos os dias, ofereciam-se flores e cartões, passeavam pela praia de mãos dadas, viam pores-do-sol, falavam ao telefone durante horas e viviam sempre num mundo irreal, um para o outro, um com o outro, contra o mundo.”
A outra metade da laranja – Joana Miranda