«Estúpidos», pensava consigo mesma «Não entendem como são importantes. Não sabem que de cada vez que alguém coloca um garfo na boca, em qualquer lugar do mundo, só consegue fazê-lo graças a gente como os habitantes de Viscos, que trabalham de manhã à noite, e lavram a terra com o suor dos seus corpos suados, e cuidam do gado com uma paciência insuportável. São mais necessários ao mundo do que todos os que moram nas grandes cidades, e mesmo assim comportam-se – e sentem-se – como seres inferiores, complexados, inúteis.»
O demónio e a senhorita Prym – Paulo Coelho
