"Foi a mim que eu fui destruindo, lentamente. Sofrendo com a tua presença e sofrendo com atua ausência. Sofrendo por existires na minha vida e sofrendo pelo terror de saber que tinha de te perder, no fim. E cada dia adiei as palavras que nos afastariam para sempre. E, das vezes que o tentei e que as disse, voltei sempre atrás quando tu me foste buscar porque, vês tu meu amor, o teu olhar magoado gritava-me que era por mim que tu sofrias e eu amava-te e nada fazia sentido, não havia razão para estarmos um sem o outro. E eu odiava-me por ver o que te fazia. Odiava a minha fraqueza e odiava que me amasses tanto que preferisses ter-me de uma forma tão desleal e tão cruel para ti, do que não me teres nunca mais. E cheguei a desejar que te cansasses enfim e me abandonasses. Mas, mal o desejava e logo ficava gelada de pavor e assim que te via agarrava-me a ti e abraçava-te até tu dizeres «sufocas-me» e cobria-te de beijos como se quisesse comer cada bocado de ti e lançava mão de tudo o que sei para te seduzir, como se fosse o nosso primeiro encontro, para que eu sentisse da tua parte que tu nunca serias capaz de me deixar."
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