Hoje a minha mãe comemorou mais uma primavera. Apesar de todos os atritos que temos no dia a dia, a verdade é que a amo mais do que tudo nesta vida.
Durante toda a minha vida, tenho-me apoiado em três pilares que para mim são fundamentais: a minha mãe, o meu pai e o meu manito . Sei que estão sempre lá para me apoiar e que posso contar sempre com eles. E eles sabem que podem contar sempre comigo.
E não, não vivemos num conto de fadas; temos discussões e divergências de opiniões como toda a gente, mas a verdade é que damos uma grande importância à família.
A minha mãe é uma grande mulher. Toda a vida trabalhou imenso na agricultura para que tivéssemos sempre um pouco de tudo em casa sem ter de ir comprar as coisas ao mercado. A verdade é que muitas vezes lhe digo para que deixe de semear certas coisas porque o preço delas não compensa todo o trabalho que tem. O pior é que não me consigo fazer compreender. Ela entende, como se eu a estivesse a recriminar por andar a estragar dinheiro nas terras quando o que eu pretendia era apenas que ela preservasse mais a sua saúde e o seu corpo e que trabalhasse menos. Mas não a consigo convencer. Admiro-a imenso. Acho que ela pensa que eu não lhe dou valor por não ter estudos, por nunca ter tido um trabalho remunerado. Mas muito pelo contrário, admiro-a ainda mais por tudo o que faz; trabalhou mais na vida que todas as outras mulheres que têm um trabalho fixo, pois trabalha no campo de sol a sol, todos os dias, sem feriados, sem dias de descanço, sem limites de horário, sem férias; admiro-a por tudo o que sabe sobre culturas (assunto de que não percebo mesmo nada, com muita pena minha). Apesar de todo o trabalho que tem, e de não ver lucros monetários do seu trabalho, todo esse esforço é compensado por ver crescer, dia após dia, as culturas que semeou, por colher as frutas e os legumes de que cuidou ao longo de várias semanas, por ver nascer os animais e os alimentar durante meses e anos.
Adoro-te mãe. Mais do que alguma vez te disse. Mais do que tu possas imaginar. Quando ficas triste, também fico triste, quando choras também choro, quando sofres também sofro, quando estás doente também fico doente.
Os nossos maiores atritos são sempre por me cobrar o genro que não lhe dei e os netos que não tem. Mas o futuro só a Deus pertence. Quem sabe um dia não terá um genro muito melhor que o AFL . Sei o quanto ela gostava dele e o quanto gostava que lhe tivéssemos dado os netos que tanto deseja. Mas a vida nem sempre segue as linhas que traçamos.
Mãe espero que possamos ficar os quatro juntos ainda por muitos e muitos anos.
Amo-te muito.
Detesto intrigas, teimas e coscuvilhices, mas pelo menos por estas paragens isso é o prato do dia. Estas quando chegam a certos ouvidos geram filmes de que nem o Spielberg se lembraria. Não há remédio para isto. Até podem ir todos os domingos à missa, mas mal saem à porta para fora, é um toca a lavar roupa suja, que se prolonga até às filas dos supermercados, pelas tascas e cafés e nunca mais tem fim. Quem não se lembra de na escola jogar ao jogo do telefone. Pois é. Acho que já nessa altura nos tentavam chamar, indirectamente, a atenção para as más línguas, porque elas estão por todos os lados, prontas a deturpar tudo o que viram ou ouviram. Sei bem do que estou a falar ou não tivesse o fim da minha relação sido uma consequência das conversas inofensivas das pessoas que me rodeiam. Às vezes, tenho dias que chego a odiar tudo o que é ser humano que vejo à minha volta. Será que os comentários que fazem são por mero divertimento do próprio ou têm mesmo intenção séria de prejudicar ou destruir as relações amorosas. Pois é, porque os pilares demoram tempo a ser colocados de pé, mas devido a erros de calculo ou até com um simples abanão, os mesmos podem cair por terra em segundos. Foi o que aconteceu na minha relação. Lutei tanto para a conseguir pôr de pé, estava disposta a enfrentar toda a família que não gostava muito dele e que achava que eu merecia melhor, para poder ficar com ele. Mas, bastou um simples abanão para o pilar abanar e cair. Clauclau
Duas pessoas que me são muito queridas comemoram hoje mais uma primavera e por isso aqui fica um beijinho muito especial para ambas.
para ti Mylene , pelos teus vinte anos, um grande beijinho da madrinha que tem imensa pena de não poder estar aí em Champigny , no próximo sábado, para comemorar o teu aniversário.
para ti Cristina, pelos teus vinte sete anos, um grande beijinho desta tua amiga, que mesmo a centenas de quilómetros de distância não se esquece de ti.
Que sejam ambas muito felizes e que a vida vos traga tudo aquilo que mais desejarem.
Até me esqueço que tenho um blog, onde por vezes escrevo, sem pensar que isto também é lido por amigas curiosas... e pelos vistos não são só as mulheres portuguesas que são curiosas, as de Lagny também são. Sim Mlle Claro. Estou a falar de ti... Há é verdade... és portuguesa... lol... Um beijinho grande desta tua amiga.
Até me tinha esquecido que tinha dado conhecimento da existência deste blog a duas amigas, e hoje quando recebi uns SMS a perguntar quando seria o segundo café, fiquei surpresa, mas depois desatei a rir quando percebi que era resultado de um dos últimos post. Pois é, mesmo sem eu dar por isso, parece que isto serve para as manter actualizadas sobre os acontecimentos da minha vida. Eu sei que gostavam de novidades fresquinhas, mas por enquanto têm de se contentar com o facto de aos poucos começar a esquecer o AFL. E é verdade, cada vez os destroços vão sendo menores, cada vez penso menos nele, e o meu ódio e rancor também estão a desaparecer. Acho que começa a caminhar para a indiferença... pelo menos esse seria o meu desejo... de quando o voltar a ver, que pudesse passar por ele e que a sua presença me fosse completamente indiferente.
E há desejos que se realizam...
Afinal ontem o rapaz até conseguiu finalmente beber o tão desejado café. Para mim a noite teve um significado muito especial, mas temo que para ele tenha sido uma desilusão. Apesar de ter havido alguns carinhos e provocações, a verdade é que não passou disso. Gostei do colo e dos carinhos, mas sempre que tentava beijar-me havia sempre um reflexo da cabeça ou de um braço que evitavam que isso acontecesse. Tentei que entendesse que não estou pronta para grandes intimidades. Ele percebeu que continuo obcecadamente ligada a uma relação que já não existe. Até me ri, quando me disse que o que preciso é de voltar a estar com um homem. E que se não fosse com ele, que fosse com outro, mas que deveria perder o medo de voltar a viver. Acho que tens razão... mas fazer o quê?
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